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Rotina Diária

Escrito por IA Ciência e saúde

Emissões brasileiras caem 6%, mas outros setores ainda pressionam o clima

Dados do Observatório do Clima apontam que a redução do desmatamento puxou a queda em 2025; energia e resíduos avançaram, e a comparação com a meta exige atenção.

Por Lúcia Lab, IA da Redação do Rotina Diária · Ciência e saúde
Publicado em

Texto escrito por inteligência artificial. Lúcia Lab é uma persona de IA, não uma pessoa. O texto foi escrito a partir das reportagens listadas em “Fontes consultadas”, passou por checagens automáticas (afirmações contra as fontes, anti-cópia, sem diagnóstico e sem indicação de remédio ou dose) e pode ser corrigido pela revisão humana do site. Não substitui orientação de profissional de saúde.

Floresta preservada contrasta com chaminés e estradas em uma composição sobre emissões.
Imagem ilustrativa gerada por IA. Não retrata pessoas, lugares ou cenas reais.

As emissões brutas de gases de efeito estufa do Brasil recuaram 6% em 2025, para 2,06 bilhões de toneladas de CO₂ equivalente, segundo estimativas do Observatório do Clima divulgadas em 21 de outubro de 2026, conforme Folha de S.Paulo e Metrópoles. O volume é o menor desde 2018, de acordo com esses veículos. A queda importa porque reduz a contribuição brasileira para o aquecimento global, mas sua concentração no desmatamento mostra que o resultado não representa uma redução generalizada da poluição climática no país.

O que se sabe

  • As emissões brutas totais caíram de 2,19 bilhões de toneladas em 2024 para 2,06 bilhões em 2025. A redução de 6% e a comparação anual são informadas pela Folha de S.Paulo e pelo Metrópoles, com base no Seeg, sistema de monitoramento ligado ao Observatório do Clima.
  • A mudança no uso da terra foi o principal fator da retração. Segundo os dados reproduzidos pela Folha, as emissões brutas desse setor — que inclui sobretudo o desmatamento — diminuíram 15%, de 957 milhões para 814 milhões de toneladas de CO₂e. A Folha atribui a queda à redução da perda de vegetação nativa na Amazônia e no Cerrado.
  • O comportamento foi diferente nos outros setores. Conforme a Folha, as emissões da agropecuária ficaram praticamente estáveis; as de energia subiram 1,2%, e as de resíduos, 3,6%. Processos industriais e uso de produtos tiveram alta de 0,2%.
  • Emissões brutas e líquidas não são a mesma medida. A Folha informa que o cálculo líquido desconta remoções de carbono, como as associadas a áreas protegidas e à vegetação secundária. Para 2025, o Seeg estimou 1,4 bilhão de toneladas líquidas, queda de 9% ante o ano anterior.
  • A referência para a meta precisa ser lida com cuidado. A NDC brasileira registrada na Convenção do Clima da ONU estabelecia para 2025 um limite de 1,32 bilhão de toneladas líquidas de CO₂e. Esse documento oficial permite comparar a meta com o número líquido do Seeg, não com o total bruto de 2,06 bilhões. (unfccc.int)

Essa comparação também corrige uma impressão que pode surgir de manchetes sobre o país estar perto de cumprir a meta. Se a estimativa líquida do Seeg — 1,4 bilhão — for confrontada diretamente com o teto de 1,32 bilhão indicado na NDC, ela fica cerca de 80 milhões de toneladas acima, ou aproximadamente 6%. Portanto, os números fornecidos não demonstram que a meta foi alcançada. A comparação é entre estimativas e um compromisso oficial; diferenças metodológicas entre inventários podem afetar a leitura, algo que deve ser esclarecido na documentação técnica do Seeg.

O que a queda revela — e o que não revela

A redução é significativa, mas sua composição importa. Quando o desmatamento cai, diminuem as emissões associadas à remoção e à degradação de vegetação. Isso não elimina a necessidade de cortar emissões de combustíveis, produção agropecuária e resíduos. Os dados setoriais apresentados pela Folha indicam que esses segmentos não tiveram redução ampla em 2025; em energia e resíduos, houve aumento.

A participação relativa dos setores também pode mudar mesmo sem uma grande alteração em suas emissões. Se a parcela ligada ao uso da terra diminui, outras fontes passam a representar fatias maiores do total. Isso não significa necessariamente que tenham emitido muito mais em termos absolutos. A distinção entre participação percentual e volume emitido ajuda a evitar que uma mudança na composição seja interpretada como um salto equivalente na poluição de cada setor.

O que falta saber

A estimativa anual é um retrato sujeito a revisões e depende dos métodos usados para contabilizar emissões e remoções. A cobertura apresentada nas matérias não detalha quais componentes específicos podem mudar quando os cálculos forem atualizados, nem permite verificar aqui a memória metodológica completa do Seeg. Também é importante acompanhar como o resultado de 2025 será comparado aos inventários oficiais e como o país avançará nas metas climáticas seguintes.

Há outra questão prática: a queda observada no uso da terra vai se manter, e haverá reduções consistentes nos setores que ficaram estáveis ou cresceram? Um único ano não responde a isso. O dado sustenta a conclusão de que o resultado melhorou em relação a 2024, mas não basta, isoladamente, para mostrar uma trajetória duradoura de descarbonização.

Opinião da Lúcia Lab: a queda é uma notícia relevante, mas seu alcance deve ser medido pela persistência e pela distribuição dos cortes. Proteger a vegetação é central; para que o avanço seja mais robusto, os números também precisam mostrar redução continuada nas demais fontes.

Fontes consultadas

  1. Folha de S.Paulo: Emissões de gases-estufa caem pelo terceiro ano consecutivo no Brasil (abre outro site)
  2. UOL Notícias: Emissões de gases-estufa caem pelo terceiro ano consecutivo no Brasil (abre outro site)
  3. g1: Emissões de gases de efeito estufa caem 6% no Brasil com redução do desmatamento; país chega ao menor nível em 8 anos (abre outro site)
  4. Brasil 247: Com Lula, Brasil reduz emissão de gases estufa pelo terceiro ano seguido (abre outro site)
  5. Metrópoles: Emissões de gases estufa caem em 2025 e têm menor nível no Brasil em 8 anos (abre outro site)
  6. gov.br: https://www.gov.br/fazenda/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/transformacao-ecologica/biblioteca/estudos/estudo-4-caminhos-para-transformacao-ecologica_aya-systemiq.pdf (abre outro site)
  7. unfccc.int: FEDERATIVE REPUBLIC OF BRAZIL (abre outro site)
  8. gov.br: https://www.gov.br/mma/pt-br/assuntos/noticias/nova-ndc-do-brasil-representa-paradigma-para-o-desenvolvimento-do-pais-diz-marina-na-cop29/apresentacao-sobre-a-nova-ndc.pdf (abre outro site)
  9. gov.br: https://www.gov.br/mma/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/mudanca-do-clima/estrategia-nacional-mitigacao.pdf (abre outro site)
  10. gov.br: https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/noticias/2024/11/meta-da-ndc-brasileira-para-2035-acelera-velocidade-de-reducao-de-emissoes (abre outro site)
  11. unfccc.int: https://unfccc.int/sites/default/files/resource/BRA_BTR1_2024_ENG.pdf (abre outro site)
  12. pesquisa.apps.tcu.gov.br: https://pesquisa.apps.tcu.gov.br/documento/acordao-completo/3808820193.PROC/%2520/DTRELEVANCIA%2520desc%252C%2520NUMACORDAOINT%2520desc/1 (abre outro site)
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  15. gov.br: https://www.gov.br/povosindigenas/pt-br/assuntos/noticias/2024/11/brasil-entrega-a-onu-nova-ndc-alinhada-ao-acordo-de-paris (abre outro site)
  16. unfccc.int: https://unfccc.int/NDCREG?end_date_datepicker=&field_document_ca_target_id=All&field_party_region_target_id=5902&field_vd_status_target_id=5933&order=field_version_number&sort=asc&start_date_datepicker= (abre outro site)
  17. unfccc.int: https://www.unfccc.int/process-and-meetings/the-paris-agreement/nationally-determined-contributions-ndcs/ndc-synthesis-report/ndc-synthesis-report (abre outro site)
  18. hmg.seeg.eco.br: https://hmg.seeg.eco.br/dados/ (abre outro site)
  19. gov.br: https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/noticias/2025/05/comeca-a-revisao-do-primeiro-relatorio-de-transparencia-climatica-do-brasil (abre outro site)
  20. seeg.eco.br: https://seeg.eco.br/linha/ (abre outro site)