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Gerador de senha
Crie senhas fortes e aleatórias com o gerador criptográfico do navegador.
Por que a primeira hora importa
Hoje, o celular é a chave de quase tudo: banco, e-mail, WhatsApp, documentos, gov.br. Muitos roubos não visam o aparelho, e sim as contas dentro dele. Agir rápido, de outro aparelho, reduz muito o prejuízo. Pegue o celular de alguém de confiança ou um computador e siga a lista abaixo, na ordem.
1. Bancos e cartões
- Ligue para a central de cada banco (o número está no verso do cartão ou no site oficial) e peça o bloqueio do acesso pelo aplicativo naquele aparelho e dos cartões.
- Alguns bancos permitem bloquear o app pelo internet banking, a partir de outro aparelho.
- Não esqueça carteiras digitais e apps de pagamento.
2. Chip e linha
Ligue para a operadora e peça o bloqueio da linha. Isso impede que o ladrão receba códigos por SMS para invadir suas contas e o WhatsApp. Depois, peça um chip novo com o mesmo número.
Se o chip tinha PIN de bloqueio configurado, ele já oferece uma proteção extra; vale ativar no próximo chip.
3. Localizar, bloquear e apagar o aparelho
- Android: acesse o Encontre Meu Dispositivo do Google, entrando com a conta Google do celular. Dá para tocar um som, bloquear a tela com uma mensagem e, se necessário, apagar tudo.
- iPhone: acesse o Buscar (pelo site do iCloud ou pelo app Buscar em outro aparelho Apple), ative o Modo Perdido e, se for o caso, apague o iPhone.
Não tente recuperar o aparelho por conta própria indo até o local indicado no mapa. Informe a localização à polícia.
4. WhatsApp, e-mail e redes sociais
- WhatsApp: com o chip novo, registre o número num aparelho; isso desconecta o celular roubado. Peça ajuda pelo suporte do WhatsApp se não conseguir. Avise os contatos de que alguém pode pedir dinheiro em seu nome.
- E-mail: troque a senha da conta principal (Google, Apple, Microsoft) e encerre as sessões no aparelho perdido nas configurações de segurança. Uma senha forte pode ser criada no Gerador de senha.
- Redes sociais e gov.br: troque as senhas e encerre sessões ativas.
5. Boletim de ocorrência e bloqueio do IMEI
- Registre o boletim de ocorrência. Muitos estados permitem fazer pela delegacia online. Informe o IMEI do aparelho, um número de identificação que aparece na caixa, na nota fiscal ou na conta Google/Apple (e que pode ser visto discando
*#06#no próprio celular, para anotar antes que algo aconteça). - Com o boletim, peça à operadora o bloqueio do IMEI, que impede o uso do aparelho nas redes de celular do país.
- O governo federal tem o programa Celular Seguro, acessado com a conta gov.br, em que você cadastra previamente pessoas de confiança e o aparelho; em caso de roubo, um alerta aciona bancos e operadoras participantes. Vale cadastrar antes de precisar.
Prepare-se antes que aconteça
- Anote o IMEI e guarde a nota fiscal do aparelho.
- Use bloqueio de tela forte e biometria; nos apps de banco, ative a senha própria do app.
- Ative o PIN do chip e a confirmação em duas etapas do WhatsApp.
- Mantenha o backup das fotos e conversas em dia.
- Evite guardar senhas em notas do celular sem proteção.
- Em lugares movimentados, evite usar o celular na beira da calçada ou na janela do carro.
Perguntas frequentes
Apagar o celular remotamente impede que eu o localize?
Sim, em geral, depois de apagar, a localização deixa de funcionar. Por isso, apague quando tiver certeza de que não vai recuperar o aparelho ou quando houver dados sensíveis em risco.
O ladrão consegue acessar o app do banco?
Com o aparelho desbloqueado e senhas fáceis, pode tentar. Por isso o bloqueio no banco é o primeiro passo. Senha própria no app do banco e biometria dificultam muito.
Preciso do boletim de ocorrência para bloquear o IMEI?
Em geral, sim: as operadoras pedem o boletim para bloquear o IMEI. Confira o procedimento com a sua operadora.
Perdi o celular, não foi roubo. Faço o mesmo?
Sim, com a mesma urgência para bancos, chip e contas. Use a localização para tentar encontrar e só apague se não houver chance de recuperação.
Comprei um celular usado. Como saber se ele é roubado?
Peça nota fiscal e confira o IMEI. A Anatel e as operadoras mantêm a base de aparelhos bloqueados; um aparelho com IMEI bloqueado não funciona nas redes do país.



