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Rotina Diária

Cavalinha

Equisetum arvense L.

Família
Equisetaceae
Parte usada
Parte aérea (caules e ramos sem esporos), seca e picada
Uso tradicional

4 min de leitura Fonte: publicações oficiais da Anvisa Atualizado em

Uso tradicional descrito na fonte

O Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira descreve a cavalinha como auxiliar em duas situações:

  • Aumento do volume de urina, como apoio em queixas leves do trato urinário — somente depois que um médico descartar problemas mais sérios.
  • Cuidado local de pequenas lesões superficiais da pele, em uso externo.

O Memento Fitoterápico registra o uso como diurético (planta que faz urinar mais).

Partes usadas

A parte aérea da planta, seca e picada. O Formulário especifica a parte estéril, isto é, os ramos sem as estruturas que produzem esporos. O Memento cita folhas e partes aéreas.

A fonte alerta que a cavalinha pode ser confundida com outra espécie (Equisetum palustre) e exige teste para descartar essa troca. Prefira produto de procedência controlada.

Como preparar e quanto usar

Chá para beber: infusão (água fervente sobre a planta, recipiente tampado) ou decocção (planta fervendo na água), de 5 a 15 minutos. Depois, coe.

Preparo para a pele: decocção de 5 a 15 minutos, numa concentração bem mais fraca.

Para quê Quantidade de planta seca Como usar (acima de 12 anos)
Aumentar a urina 1 a 4 g para 150 mL de água 1 xícara (150 mL), 3 vezes ao dia; no máximo 4 vezes
Pequenas lesões da pele 10 g para 1 litro de água Uso externo — não beber. Aplicar com algodão sobre o local, várias vezes ao dia

As fontes divergem na concentração do chá: o Memento usa 2 a 3 g em 250 mL, um chá mais diluído que o do Formulário. Por cautela, prefira a parte mais baixa da faixa. Para urinar mais, o uso costuma durar de duas a quatro semanas.

Dica

Pese a planta numa balança de cozinha. O chá já conta como líquido; se usar cápsulas ou extratos de farmácia, mantenha a ingestão de água adequada.

Contraindicações

  • Pessoas com alergia à cavalinha ou a componentes do produto.
  • Situações em que o médico pede para beber menos líquido, como doenças graves do coração ou dos rins, ou obstrução das vias urinárias.
  • Crianças com menos de 12 anos, grávidas e mulheres que amamentam.

O uso prolongado ou em excesso pode reduzir a vitamina B1 (tiamina) e o potássio do corpo. O Memento acrescenta que, em pessoas com insuficiência renal crônica que tomam remédios que mexem no potássio, o nível de potássio pode subir.

Efeitos indesejados citados: desconforto no estômago e no intestino, reações alérgicas e, segundo o Memento, uma alteração passageira no ritmo do coração (bloqueio atrioventricular transitório). Na pele, pode causar vermelhidão e inchaço do rosto.

Interações

As fontes citam:

  • Diuréticos de farmácia: não é recomendado usar junto.
  • Remédios para o coração do tipo digitálico: a perda de potássio pode interferir.
  • Remédios processados pela enzima CYP1A2 do fígado: a cavalinha pode alterar o efeito deles.

Quem usa remédio de uso contínuo deve falar com o médico ou farmacêutico antes.

Gestantes, lactantes e crianças

As duas fontes contraindicam o uso na gravidez, na amamentação e para menores de 12 anos, por falta de dados de segurança.

Quando procurar um profissional

  • Se os sintomas continuarem depois de uma semana de uso.
  • Se surgir febre, dor ao urinar, cólicas ou sangue na urina.
  • Se a lesão de pele mostrar sinais de infecção durante o uso externo.
  • Se aparecer qualquer reação alérgica — suspenda o uso.

Fonte

  • Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 3ª edição, 2026 — monografia Equisetum arvense L. (FT027-01), páginas 106 a 109 do PDF.
  • Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Memento Fitoterápico da Farmacopeia Brasileira, 1ª edição, 2016 — monografia Equisetum arvense L., páginas 40 a 42.

Texto escrito pela equipe do Rotina Diária a partir dessas publicações, sem copiar trechos.

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