Cavalinha
Equisetum arvense L.
- Família
- Equisetaceae
- Parte usada
- Parte aérea (caules e ramos sem esporos), seca e picada
- Uso tradicional
Uso tradicional descrito na fonte
O Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira descreve a cavalinha como auxiliar em duas situações:
- Aumento do volume de urina, como apoio em queixas leves do trato urinário — somente depois que um médico descartar problemas mais sérios.
- Cuidado local de pequenas lesões superficiais da pele, em uso externo.
O Memento Fitoterápico registra o uso como diurético (planta que faz urinar mais).
Partes usadas
A parte aérea da planta, seca e picada. O Formulário especifica a parte estéril, isto é, os ramos sem as estruturas que produzem esporos. O Memento cita folhas e partes aéreas.
A fonte alerta que a cavalinha pode ser confundida com outra espécie (Equisetum palustre) e exige teste para descartar essa troca. Prefira produto de procedência controlada.
Como preparar e quanto usar
Chá para beber: infusão (água fervente sobre a planta, recipiente tampado) ou decocção (planta fervendo na água), de 5 a 15 minutos. Depois, coe.
Preparo para a pele: decocção de 5 a 15 minutos, numa concentração bem mais fraca.
| Para quê | Quantidade de planta seca | Como usar (acima de 12 anos) |
|---|---|---|
| Aumentar a urina | 1 a 4 g para 150 mL de água | 1 xícara (150 mL), 3 vezes ao dia; no máximo 4 vezes |
| Pequenas lesões da pele | 10 g para 1 litro de água | Uso externo — não beber. Aplicar com algodão sobre o local, várias vezes ao dia |
As fontes divergem na concentração do chá: o Memento usa 2 a 3 g em 250 mL, um chá mais diluído que o do Formulário. Por cautela, prefira a parte mais baixa da faixa. Para urinar mais, o uso costuma durar de duas a quatro semanas.
Dica
Pese a planta numa balança de cozinha. O chá já conta como líquido; se usar cápsulas ou extratos de farmácia, mantenha a ingestão de água adequada.
Contraindicações
- Pessoas com alergia à cavalinha ou a componentes do produto.
- Situações em que o médico pede para beber menos líquido, como doenças graves do coração ou dos rins, ou obstrução das vias urinárias.
- Crianças com menos de 12 anos, grávidas e mulheres que amamentam.
O uso prolongado ou em excesso pode reduzir a vitamina B1 (tiamina) e o potássio do corpo. O Memento acrescenta que, em pessoas com insuficiência renal crônica que tomam remédios que mexem no potássio, o nível de potássio pode subir.
Efeitos indesejados citados: desconforto no estômago e no intestino, reações alérgicas e, segundo o Memento, uma alteração passageira no ritmo do coração (bloqueio atrioventricular transitório). Na pele, pode causar vermelhidão e inchaço do rosto.
Interações
As fontes citam:
- Diuréticos de farmácia: não é recomendado usar junto.
- Remédios para o coração do tipo digitálico: a perda de potássio pode interferir.
- Remédios processados pela enzima CYP1A2 do fígado: a cavalinha pode alterar o efeito deles.
Quem usa remédio de uso contínuo deve falar com o médico ou farmacêutico antes.
Gestantes, lactantes e crianças
As duas fontes contraindicam o uso na gravidez, na amamentação e para menores de 12 anos, por falta de dados de segurança.
Quando procurar um profissional
- Se os sintomas continuarem depois de uma semana de uso.
- Se surgir febre, dor ao urinar, cólicas ou sangue na urina.
- Se a lesão de pele mostrar sinais de infecção durante o uso externo.
- Se aparecer qualquer reação alérgica — suspenda o uso.
Fonte
- Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 3ª edição, 2026 — monografia Equisetum arvense L. (FT027-01), páginas 106 a 109 do PDF.
- Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Memento Fitoterápico da Farmacopeia Brasileira, 1ª edição, 2016 — monografia Equisetum arvense L., páginas 40 a 42.
Texto escrito pela equipe do Rotina Diária a partir dessas publicações, sem copiar trechos.