Dente-de-leão
Taraxacum officinale F. H. Wigg.
- Família
- Asteraceae
- Parte usada
- Planta inteira com raiz, seca e picada
- Uso tradicional
Uso tradicional descrito na fonte
O Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira descreve o chá da planta como auxiliar em duas situações:
- Má digestão leve, como sensação de estômago cheio, gases e digestão lenta.
- Aumento do volume de urina, como apoio em queixas leves do trato urinário — mas somente depois que um médico descartar problemas mais sérios.
Partes usadas
A planta inteira, com a raiz, seca e picada.
Como preparar e quanto usar
A fonte descreve duas formas de chá:
- Decocção: coloque a planta na água, leve ao fogo e deixe ferver por 10 minutos. Depois, coe.
- Infusão: ferva a água, desligue o fogo, junte a planta, tampe e deixe descansar. Depois, coe.
| Para quê | Quantidade de planta seca | Como usar (acima de 12 anos) |
|---|---|---|
| Digestão e urina (decocção) | 3 a 4 g, em água suficiente para o preparo | Tomar logo depois de pronto, até 3 vezes ao dia |
| Digestão e urina (infusão) | 4 a 10 g, em água suficiente para o preparo | Tomar logo depois de pronto, até 3 vezes ao dia |
A fonte não fixa o volume de água. Quando o objetivo é aumentar a urina, é preciso beber líquidos em quantidade adequada durante o uso.
O Formulário traz também extratos e comprimidos feitos em farmácia; os extratos contêm álcool e são só para adultos.
Dica
Pese a planta numa balança de cozinha e comece pela menor quantidade da faixa.
Contraindicações
Não use se você:
- Tem alergia ao dente-de-leão ou a plantas da mesma família botânica (Asteraceae).
- Tem gastrite, úlcera no estômago ou no duodeno, intestino irritável, espasmos ou obstrução no intestino.
- Tem pedra na vesícula, inflamação ou obstrução dos canais da bile, inflamação aguda ou acúmulo de pus na vesícula.
- Tem doença no fígado, aguda ou grave, ou icterícia (pele amarelada) por certas causas no sangue.
- Tem menos de 12 anos, está grávida ou amamentando.
Pessoas com diabetes ou com doenças nos rins ou no coração devem evitar a planta, pelo risco de queda do potássio no sangue.
Podem ocorrer dor na parte de cima da barriga e excesso de acidez no estômago.
Interações
As fontes citam:
- Antibióticos do grupo do ciprofloxacino, levofloxacino e moxifloxacino: o dente-de-leão pode reduzir a absorção deles.
- Remédios que afinam o sangue ou anti-inflamatórios, como aspirina, varfarina, clopidogrel, enoxaparina, diclofenaco, ibuprofeno e naproxeno: usar junto só com cautela.
- Lítio: a planta pode aumentar a toxicidade desse remédio.
Quem usa remédio de uso contínuo deve falar com o médico ou farmacêutico antes.
Gestantes, lactantes e crianças
O Formulário contraindica o uso na gravidez, na amamentação e para menores de 12 anos, por falta de dados de segurança. Os extratos com álcool são ainda mais desaconselhados para gestantes, lactantes e menores de 18 anos.
Quando procurar um profissional
- Se os sintomas continuarem por mais de duas semanas.
- Se surgir febre, dor ou ardência ao urinar, cólica ou sangue na urina — interrompa o uso.
- Se houver qualquer reação alérgica ou outro efeito indesejado.
- Antes de usar, se você tiver pedra na vesícula, diabetes, problema nos rins ou no coração, ou tomar remédios de uso contínuo.
Fonte
- Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 3ª edição, 2026 — monografia Taraxacum officinale F. H. Wigg. (FT078-01), páginas 237 a 239 do PDF.
Texto escrito pela equipe do Rotina Diária a partir dessas publicações, sem copiar trechos.