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Rotina Diária

Dente-de-leão

Taraxacum officinale F. H. Wigg.

Família
Asteraceae
Parte usada
Planta inteira com raiz, seca e picada
Uso tradicional

3 min de leitura Fonte: publicações oficiais da Anvisa Atualizado em

Uso tradicional descrito na fonte

O Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira descreve o chá da planta como auxiliar em duas situações:

  • Má digestão leve, como sensação de estômago cheio, gases e digestão lenta.
  • Aumento do volume de urina, como apoio em queixas leves do trato urinário — mas somente depois que um médico descartar problemas mais sérios.

Partes usadas

A planta inteira, com a raiz, seca e picada.

Como preparar e quanto usar

A fonte descreve duas formas de chá:

  • Decocção: coloque a planta na água, leve ao fogo e deixe ferver por 10 minutos. Depois, coe.
  • Infusão: ferva a água, desligue o fogo, junte a planta, tampe e deixe descansar. Depois, coe.
Para quê Quantidade de planta seca Como usar (acima de 12 anos)
Digestão e urina (decocção) 3 a 4 g, em água suficiente para o preparo Tomar logo depois de pronto, até 3 vezes ao dia
Digestão e urina (infusão) 4 a 10 g, em água suficiente para o preparo Tomar logo depois de pronto, até 3 vezes ao dia

A fonte não fixa o volume de água. Quando o objetivo é aumentar a urina, é preciso beber líquidos em quantidade adequada durante o uso.

O Formulário traz também extratos e comprimidos feitos em farmácia; os extratos contêm álcool e são só para adultos.

Dica

Pese a planta numa balança de cozinha e comece pela menor quantidade da faixa.

Contraindicações

Não use se você:

  • Tem alergia ao dente-de-leão ou a plantas da mesma família botânica (Asteraceae).
  • Tem gastrite, úlcera no estômago ou no duodeno, intestino irritável, espasmos ou obstrução no intestino.
  • Tem pedra na vesícula, inflamação ou obstrução dos canais da bile, inflamação aguda ou acúmulo de pus na vesícula.
  • Tem doença no fígado, aguda ou grave, ou icterícia (pele amarelada) por certas causas no sangue.
  • Tem menos de 12 anos, está grávida ou amamentando.

Pessoas com diabetes ou com doenças nos rins ou no coração devem evitar a planta, pelo risco de queda do potássio no sangue.

Podem ocorrer dor na parte de cima da barriga e excesso de acidez no estômago.

Interações

As fontes citam:

  • Antibióticos do grupo do ciprofloxacino, levofloxacino e moxifloxacino: o dente-de-leão pode reduzir a absorção deles.
  • Remédios que afinam o sangue ou anti-inflamatórios, como aspirina, varfarina, clopidogrel, enoxaparina, diclofenaco, ibuprofeno e naproxeno: usar junto só com cautela.
  • Lítio: a planta pode aumentar a toxicidade desse remédio.

Quem usa remédio de uso contínuo deve falar com o médico ou farmacêutico antes.

Gestantes, lactantes e crianças

O Formulário contraindica o uso na gravidez, na amamentação e para menores de 12 anos, por falta de dados de segurança. Os extratos com álcool são ainda mais desaconselhados para gestantes, lactantes e menores de 18 anos.

Quando procurar um profissional

  • Se os sintomas continuarem por mais de duas semanas.
  • Se surgir febre, dor ou ardência ao urinar, cólica ou sangue na urina — interrompa o uso.
  • Se houver qualquer reação alérgica ou outro efeito indesejado.
  • Antes de usar, se você tiver pedra na vesícula, diabetes, problema nos rins ou no coração, ou tomar remédios de uso contínuo.

Fonte

  • Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 3ª edição, 2026 — monografia Taraxacum officinale F. H. Wigg. (FT078-01), páginas 237 a 239 do PDF.

Texto escrito pela equipe do Rotina Diária a partir dessas publicações, sem copiar trechos.

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