Espinheira-santa
Monteverdia ilicifolia (Mart. ex Reissek) Biral
- Família
- Celastraceae
- Parte usada
- Folhas secas
- Uso tradicional
Uso tradicional descrito na fonte
O Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira descreve a espinheira-santa como auxiliar no alívio de sintomas digestivos, incluindo azia e má digestão. O Memento Fitoterápico, que usa o nome científico antigo Maytenus ilicifolia, cita a planta como auxiliar contra a acidez e na proteção da parede do estômago.
Partes usadas
Somente as folhas, secas.
Como preparar e quanto usar
O Formulário traz dois chás diferentes:
| Preparo | Quantidade de folhas secas | Como usar (somente adultos) |
|---|---|---|
| Decocção: ferver as folhas na água por 5 minutos e deixar descansar 15 minutos antes de coar | 1 a 2 g para 150 mL de água | 1 xícara (150 mL) duas horas depois do almoço e à noite, até 4 vezes ao dia |
| Infusão: desligar o fogo, juntar as folhas trituradas e abafar | 3 g para 150 mL de água | 1 xícara (150 mL) logo após o preparo, 3 a 4 vezes ao dia, de preferência uma hora antes das principais refeições |
Não use por mais de seis meses seguidos. Se precisar repetir, faça um intervalo de 30 dias. As fontes também descrevem cápsulas com extrato seco, feitas em farmácia.
As fontes divergem quanto à idade: o Memento admite o uso acima de 12 anos, mas o Formulário restringe a adultos e contraindica para menores de 18. Aqui vale a regra mais cautelosa: somente adultos.
Dica
Pese as folhas em balança de cozinha. Em doses exageradas, plantas ricas em taninos, como esta, podem irritar o estômago e o intestino, causando vômitos, cólicas e diarreia.
Contraindicações
- Pessoas com alergia à planta ou a outras espécies da mesma família (Celastraceae).
- Quem toma vários remédios ao mesmo tempo deve evitar o uso.
Durante o uso, foram relatados boca seca, alteração do paladar, náusea, dor no estômago e aumento do volume de urina. O Memento orienta suspender o uso antes de exames de medicina nuclear.
Interações
As fontes citam que substâncias da planta podem alterar a forma como o corpo processa outros remédios. Há alertas específicos para:
- Anabolizantes, metotrexato, amiodarona e cetoconazol: risco de dano ao fígado.
- Imunossupressores: a planta pode ter efeito contrário ao desses remédios.
O Memento também lembra que a legislação brasileira não recomenda usar a espinheira-santa junto com bebidas alcoólicas e outros medicamentos. Quem usa remédio de uso contínuo deve falar com o médico ou farmacêutico antes.
Gestantes, lactantes e crianças
O uso é contraindicado na gestação e na amamentação: a planta pode reduzir a produção de leite e provocar contrações do útero. Também é contraindicado para menores de 18 anos, segundo o Formulário.
Quando procurar um profissional
- Se a azia ou a má digestão persistirem durante o uso.
- Se surgir alergia, vômitos, diarreia ou dor no estômago — suspenda e procure atendimento.
- Antes de usar, se você tomar remédios de uso contínuo ou for fazer exames de medicina nuclear.
Fonte
- Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 3ª edição, 2026 — monografia Monteverdia ilicifolia (Mart. ex Reissek) Biral (FT052-04), páginas 172 a 174 do PDF.
- Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Memento Fitoterápico da Farmacopeia Brasileira, 1ª edição, 2016 — monografia Maytenus ilicifolia Mart. ex Reissek, páginas 66 a 70.
Texto escrito pela equipe do Rotina Diária a partir dessas publicações, sem copiar trechos.