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Rotina Diária

Guaco

Mikania glomerata Spreng. e Mikania laevigata Sch.Bip. ex Baker

Parte usada
Folhas secas e picadas
Uso tradicional

3 min de leitura Fonte: publicações oficiais da Anvisa Atualizado em

Uso tradicional descrito na fonte

O nome "guaco" é dado a duas espécies parecidas, e o Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira tem uma monografia para cada: Mikania glomerata e Mikania laevigata. As duas têm a mesma indicação: alívio dos sintomas de problemas das vias aéreas superiores com produção de catarro, como a tosse com secreção.

A diferença está na dose e no preparo, por isso a tabela abaixo separa as duas espécies.

Partes usadas

Somente as folhas, secas e picadas.

Como preparar e quanto usar

Espécie Quantidade de folhas secas Preparo Como usar (somente adultos)
Mikania glomerata 2 a 3 g para 150 mL de água Infusão ou decocção 1 xícara (150 mL), logo após o preparo, 3 vezes ao dia
Mikania laevigata 0,4 a 0,6 g para 150 mL de água Decocção por 5 minutos 1 xícara (150 mL), logo após o preparo, 2 a 3 vezes ao dia

Na infusão, a água fervida é desligada antes de receber as folhas. Na decocção, as folhas fervem junto com a água.

Não use por mais de 15 dias seguidos. Se precisar repetir, faça um intervalo de 5 dias. Para a M. laevigata, o Formulário sugere cerca de sete dias de uso em quadros agudos.

O Formulário também descreve tinturas, de uso adulto, e um xarope de M. laevigata feito em farmácia, que é a única forma admitida a partir de 12 anos.

Dica

Se não souber qual das duas espécies você tem, use a quantidade menor. Pese em balança de precisão: doses acima da recomendada podem causar vômitos, diarreia e batimentos acelerados.

Contraindicações

  • Pessoas com alergia a algum componente da planta.
  • As tinturas, por terem álcool, não devem ser usadas por menores de 18 anos, gestantes, lactantes, pessoas com diabetes ou com problemas com álcool.

O uso prolongado pode causar vômitos, diarreia e taquicardia. Em estudos com animais, foram observados sangramentos.

Interações

As duas monografias trazem os mesmos alertas principais. Não use o guaco junto com:

  • Anti-inflamatórios não esteroidais.
  • Anticoagulantes: substâncias da planta (cumarinas) podem aumentar o efeito deles e atrapalhar a ação da vitamina K.

A monografia da M. glomerata também pede para evitar o uso junto com antibióticos e alerta que o guaco aumenta a absorção do lapachol, substância da planta Handroanthus impetiginosus.

Quem usa remédio de uso contínuo deve falar com o médico ou farmacêutico antes.

Gestantes, lactantes e crianças

O uso é contraindicado na gestação e na amamentação. Para a M. glomerata, também é contraindicado para menores de 18 anos. O chá de ambas é de uso adulto; o xarope de M. laevigata só deve ser dado a maiores de 12 anos com orientação de um profissional.

Quando procurar um profissional

  • Se a tosse ou o catarro persistirem durante o uso.
  • Se surgir sangramento, vômitos, diarreia ou coração acelerado — suspenda e procure atendimento.
  • Antes de usar, se você tomar anticoagulantes, anti-inflamatórios, antibióticos ou outros remédios de uso contínuo.

Fonte

  • Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 3ª edição, 2026 — monografia Mikania glomerata Spreng. (FT050-00), páginas 166 a 168 do PDF.
  • Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 3ª edição, 2026 — monografia Mikania laevigata Sch.Bip. ex Baker (FT051-01), páginas 169 a 171 do PDF.

Texto escrito pela equipe do Rotina Diária a partir dessas publicações, sem copiar trechos.

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