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Rotina Diária

Alho

Allium sativum L.

Família
Amaryllidaceae
Parte usada
Bulbo (bulbilhos, os "dentes"), fresco ou seco
Uso tradicional

4 min de leitura Fonte: publicações oficiais da Anvisa Atualizado em

Uso tradicional descrito na fonte

O alho de cozinha é alimento comum. As publicações oficiais, porém, tratam de preparações medicinais concentradas, feitas em farmácia, com usos e cuidados próprios. O Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira descreve o alho como auxiliar:

  • No alívio de sintomas do resfriado comum.
  • No alívio de sintomas das vias aéreas superiores e do nariz entupido por excesso de catarro.
  • Na prevenção de alterações ateroscleróticas (acúmulo de placas nos vasos), que avançam com a idade.

O Memento Fitoterápico cita ainda o uso como coadjuvante em bronquite crônica, como expectorante, em gripes e resfriados e, junto ao tratamento médico, em colesterol alto e pressão alta leve.

Atenção

O alho não substitui remédios para pressão, colesterol ou circulação. Nesses casos, as fontes falam apenas em uso auxiliar, e isso só deve ser feito com acompanhamento médico — inclusive porque o alho pode somar efeito a esses remédios.

Partes usadas

O bulbo, ou seja, os dentes de alho, frescos ou secos.

Como preparar e quanto usar

Não há chá descrito nas fontes. As formas oficiais são alcoolatura, tintura e cápsulas, preparadas em farmácia de manipulação.

Para quê Forma Como usar
Resfriado comum (adultos e acima de 12 anos) Cápsula com 100 a 200 mg de extrato seco 1 cápsula, 1 ou 2 vezes ao dia (100 a 400 mg por dia)
Vias aéreas e nariz entupido (adultos) Tintura 10 mL diluídos em 75 mL de água, 2 vezes ao dia
Uso auxiliar com acompanhamento médico (adultos) Cápsula com 300 a 750 mg de alho seco em pó 1 cápsula, 3 a 5 vezes ao dia (900 a 1.380 mg por dia)
Uso auxiliar com acompanhamento médico (adultos) Cápsula com 2 a 5 mg de óleo do alho 1 cápsula ao dia

Dica

As fontes divergem em algumas doses líquidas. Para a alcoolatura, o Formulário fala em 3 a 10 mL por dia, e o Memento, em 1 a 2 mL duas vezes ao dia. Siga a dose indicada pelo prescritor e, na dúvida, a menor.

Contraindicações

  • Alergia ao alho.
  • Gestação; tintura e alcoolatura também para lactantes, pessoas com alcoolismo e pessoas com diabetes.
  • Gastrite ou úlcera no estômago ou no duodeno.
  • Hipertireoidismo, distúrbios de coagulação, hemorragias, pressão baixa e hipoglicemia.
  • Cirurgias: não usar antes nem depois. O Formulário pede suspensão 7 dias antes; o Memento, de 10 dias a duas semanas. Por cautela, suspenda duas semanas antes.

Efeitos possíveis: azia, enjoo, vômito e diarreia (sobretudo em jejum), ardência na boca, cheiro de alho na pele e no hálito, alergias na pele, asma, tontura e cansaço. O uso excessivo e prolongado pode afetar as células do sangue.

Interações

As fontes descrevem várias interações importantes:

  • Anticoagulantes e antiagregantes (varfarina, heparina, ácido acetilsalicílico), trombolíticos e anti-inflamatórios: aumentam o risco de sangramento.
  • Remédios para pressão (como captopril e hidroclorotiazida): o alho pode reforçar o efeito e baixar demais a pressão.
  • Atorvastatina (para colesterol): pode ter o efeito prolongado.
  • Antirretrovirais inibidores da protease (como saquinavir): risco de falha do tratamento.
  • Clorzoxazona (relaxante muscular): pode perder efeito.

Quem usa remédio de uso contínuo deve falar com o médico ou farmacêutico antes.

Gestantes, lactantes e crianças

As fontes divergem: o Formulário não recomenda na amamentação e proíbe tintura e alcoolatura para gestantes, enquanto o Memento contraindica para grávidas em qualquer forma. Por cautela, não use na gravidez nem na amamentação. Em crianças, só a cápsula de extrato seco é prevista, a partir de 12 anos.

Quando procurar um profissional

  • Se os sintomas do resfriado piorarem ou não melhorarem.
  • Se notar sangramentos, manchas roxas sem motivo, tontura ou pressão baixa.
  • Antes de qualquer cirurgia ou procedimento, avise que usa alho medicinal.
  • Antes de usar, se você tomar remédios para pressão, colesterol, coagulação ou HIV.

Fonte

  • Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 3ª edição, 2026 — monografia Allium sativum L. (FT005-00), páginas 51 a 54 do PDF.
  • Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Memento Fitoterápico da Farmacopeia Brasileira, 1ª edição, 2016 — monografia Allium sativum L., páginas 24 a 27.

Texto escrito pela equipe do Rotina Diária a partir dessas publicações, sem copiar trechos.

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    Foeniculum vulgare Miller

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