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Dinheiro

Custos da compra de imóvel além da entrada: ITBI, registro e seguros

ITBI, escritura, registro, avaliação, seguros MIP e DFI: veja os gastos da compra de um imóvel além da entrada e como estimar cada um.

Por Equipe Rotina Diária Publicado em 5 min de leitura
Neste post
  1. Checklist dos gastos
  2. Escritura e registro: o que você pode economizar
  3. Exemplo de planejamento
  4. Em que ordem os gastos aparecem
  5. Seguros e taxas que vêm na parcela
  6. Perguntas frequentes

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Checklist dos gastos

Quem planeja a compra só pela entrada costuma ser surpreendido na hora de assinar. Estes são os custos mais comuns, além do preço do imóvel:

  • Entrada: a parte que o banco não financia. Os bancos costumam financiar de 70% a 80% do valor de avaliação, conforme a linha de crédito, o sistema de amortização e o programa; a entrada cobre o resto.
  • ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis): imposto municipal, previsto no art. 156, II, da Constituição. Cada cidade define a alíquota por lei própria; em muitas capitais ela fica entre 2% e 3%, e algumas cobram menos sobre a parte financiada pelo SFH.
  • Escritura e registro: emolumentos de cartório definidos por tabelas estaduais, que variam conforme o valor do imóvel.
  • Tarifa de avaliação do imóvel, cobrada pelo banco para a vistoria do engenheiro.
  • Seguros MIP e DFI: obrigatórios no financiamento habitacional, cobrados junto com a parcela.
  • Certidões do imóvel e do vendedor, mudança, pequenas reformas e o primeiro condomínio e IPTU.

Escritura e registro: o que você pode economizar

Só é dono quem registra: pelo Código Civil, art. 1.245, a propriedade se transfere com o registro do título no Cartório de Registro de Imóveis. Dois pontos reduzem esse custo:

  • No financiamento bancário do Sistema Financeiro da Habitação, o contrato tem força de escritura pública (Lei 4.380/1964, art. 61, §5º), o que dispensa a escritura no tabelionato de notas. Resta o registro.
  • Na primeira aquisição de imóvel residencial financiada pelo SFH, os emolumentos de escritura e registro têm redução de 50% (Lei 6.015/1973, art. 290).

Peça ao cartório de registro de imóveis da cidade um orçamento pelo valor da compra: as tabelas de emolumentos são públicas.

Exemplo de planejamento

Imóvel de R$ 400.000,00 numa cidade com ITBI de 3%, com financiamento de 80%:

ItemContaValor
Entrada (20%)400.000 × 0,20R$ 80.000,00
ITBI (3%)400.000 × 0,03R$ 12.000,00
Registro, certidões e avaliaçãoorçamento do cartório e tarifa do bancovaria por estado e banco

Só entrada e ITBI já somam R$ 92.000,00 — 23% do valor do imóvel. Reserve ainda os custos de cartório e uma folga para mudança. Para aplicar outras alíquotas, use a calculadora de porcentagem. A base do ITBI, segundo o STJ (Tema 1.113), é o valor da transação declarado pelo comprador, e não um valor de referência fixado unilateralmente pela prefeitura.

Em que ordem os gastos aparecem

  1. Sinal ou arras, combinado com o vendedor ao fechar o negócio, que costuma ser abatido da entrada.
  2. Tarifa de avaliação, paga ao banco quando o engenheiro vistoria o imóvel.
  3. Certidões do imóvel e do vendedor, pedidas antes da assinatura.
  4. Entrada, paga ao vendedor na assinatura do contrato, com recursos próprios e, se for o caso, do FGTS.
  5. ITBI, recolhido à prefeitura antes do registro — o cartório exige a guia paga.
  6. Registro no Cartório de Registro de Imóveis; só então o banco libera o dinheiro ao vendedor.
  7. Primeira parcela, já com seguros e tarifa de administração, cerca de um mês depois.

Monte um cronograma com essas datas e valores. Ter o dinheiro do ITBI e do registro separado evita atrasar a liberação do financiamento.

Seguros e taxas que vêm na parcela

A parcela do banco é maior que a simulação de juros e amortização porque inclui:

  • MIP (Morte e Invalidez Permanente): quita o saldo, total ou proporcionalmente à participação na renda, em caso de morte ou invalidez do comprador. O custo depende da idade.
  • DFI (Danos Físicos ao Imóvel): cobre danos como incêndio e desabamento.
  • Tarifa de administração mensal, quando prevista no contrato.

Você pode escolher outra seguradora além da indicada pelo banco, desde que a apólice atenda às exigências do contrato. Simule juros e amortização no simulador de financiamento e compare as propostas pelo CET, que inclui seguros e tarifas.

Conteúdo informativo: não substitui a orientação de um advogado, da Defensoria Pública, do Procon ou do Banco Central para o seu caso.

Atualizado em outubro de 2026.

Perguntas frequentes

Quanto custa o registro do imóvel?

Depende do estado e do valor do imóvel, porque os emolumentos seguem tabelas estaduais. Peça um orçamento ao cartório de registro de imóveis da cidade antes de assinar.

O banco financia 100% do imóvel?

Em regra, não. Os bancos costumam financiar uma parte do valor de avaliação, em geral de 70% a 80%, conforme a linha de crédito. O restante precisa ser pago como entrada.

Quem paga o ITBI, comprador ou vendedor?

Em regra, o comprador, como prevê a legislação municipal. As partes podem combinar outra divisão, mas a prefeitura cobra de quem a lei local indicar.

Posso usar o FGTS para pagar ITBI e cartório?

Não. O FGTS pode compor a entrada ou amortizar o financiamento de imóvel residencial que cumpra as regras do SFH, mas não paga impostos e taxas de cartório.

Posso financiar o ITBI e as despesas de cartório?

Alguns bancos permitem incluir parte dessas despesas no financiamento, dentro do limite da linha. Isso reduz o dinheiro necessário agora, mas você paga juros sobre esse valor.

Escrito e revisado pela Equipe Rotina Diária. Viu algo desatualizado? Fale com a gente.

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