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Rotina Diária

Sálvia

Salvia officinalis L.

Parte usada
Folhas secas
Uso tradicional

3 min de leitura Fonte: publicações oficiais da Anvisa Atualizado em

Uso tradicional descrito na fonte

O Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira descreve a sálvia como auxiliar em:

  • Má digestão leve, com azia e sensação de estômago cheio.
  • Suor excessivo (hiperidrose).
  • Inflamações leves da boca e da garganta, em gargarejos e bochechos.
  • Inflamações leves da pele, com aplicação local.

A sálvia exige mais cuidado que outras plantas de chá: as folhas têm tujona, substância que pode fazer mal ao sistema nervoso em doses altas. Por isso, respeite as quantidades.

Partes usadas

As folhas secas e picadas.

Como preparar e quanto usar

O chá é feito por infusão: ferva a água, desligue o fogo, junte as folhas, tampe e deixe descansar de 10 a 15 minutos. Depois, coe.

Para quê Quantidade Como usar (somente adultos)
Azia e estômago cheio 1 a 2 g de folhas para 150 mL de água 1 xícara, 3 vezes ao dia
Suor excessivo 2 g de folhas para 150 mL de água 1 xícara, 2 vezes ao dia
Boca e garganta 2,5 g de folhas para 100 mL de água Gargarejar com os 100 mL ainda quentes, em temperatura suportável, 3 vezes ao dia — uso externo, não beber
Pele 2,5 g de folhas para 100 mL de água Aplicar o chá sobre a área, de 2 a 4 vezes ao dia — uso externo, não beber
Boca e garganta (tintura de farmácia) 5 a 10 mL em 50 mL de água Bochechar ou gargarejar várias vezes ao dia — uso externo, não engolir
Azia e estômago cheio (tintura de farmácia) 2 a 3 mL em 50 mL de água Tomar 3 vezes ao dia

O Formulário também prevê cápsulas com extrato seco, feitas em farmácia de manipulação, para azia e suor excessivo, na dose indicada pelo prescritor.

Atenção

Não use por longos períodos. O Formulário contraindica o uso prolongado. Doses acima das recomendadas podem causar vômitos, salivação excessiva, anemia e convulsões. O consumo do óleo da planta, em quantidade correspondente a mais de 15 g de folhas, já provocou calor intenso, coração acelerado, tontura e convulsões.

Contraindicações

  • Alergia a algum componente da planta.
  • Gestantes, lactantes e menores de 18 anos.
  • Pessoas com epilepsia.
  • Pessoas com insuficiência renal.
  • Pessoas com tumores sensíveis ao estrogênio.
  • Tintura para pessoas com alcoolismo e pessoas com diabetes, por causa do álcool.

Na pele, pode causar irritação e outras reações alérgicas. Em doses altas ou por muito tempo, pode causar feridas no canto da boca (queilite angular) e inflamação na boca (estomatite).

Interações

O Formulário descreve:

  • Sais de ferro (suplementos de ferro): não usar junto.
  • Insulina e remédios para diabetes: maior risco de queda do açúcar no sangue; exige acompanhamento cuidadoso.
  • Barbitúricos e calmantes do tipo diazepínico: a sálvia pode aumentar o efeito sedativo.

Quem usa qualquer remédio de uso contínuo deve conversar com o médico ou farmacêutico antes.

Gestantes, lactantes e crianças

O uso é contraindicado na gestação, na amamentação e para menores de 18 anos. A fonte cita risco de malformação no bebê e alerta que a sálvia reduz bastante a produção de leite.

Quando procurar um profissional

  • Se a má digestão ou a inflamação da pele não melhorarem em duas semanas.
  • Se a inflamação da boca não melhorar em uma semana.
  • Se o suor excessivo não melhorar em seis semanas.
  • Se surgirem tontura, coração acelerado, vômitos ou qualquer sinal neurológico — suspenda e procure atendimento imediatamente.

Fonte

  • Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 3ª edição, 2026 — monografia Salvia officinalis L. (FT070-00), páginas 214 a 217 do PDF.

Texto escrito pela equipe do Rotina Diária a partir dessas publicações, sem copiar trechos.

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