Valeriana
Valeriana officinalis L.
- Família
- Caprifoliaceae
- Parte usada
- Raízes secas e picadas
- Uso tradicional
Uso tradicional descrito na fonte
A valeriana é uma das plantas mais conhecidas para o sono. O Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira descreve o chá das raízes como auxiliar em duas situações:
- Como calmante leve, para momentos de agitação.
- Para ajudar a pegar no sono.
O Memento Fitoterápico acrescenta o uso em dificuldades para dormir ligadas à ansiedade.
O efeito não é imediato: começa aos poucos, e o resultado esperado só aparece com o uso contínuo por duas a quatro semanas.
Partes usadas
Somente as raízes, secas e picadas.
Como preparar e quanto usar
Pelo Formulário, o chá é feito por infusão: ferva a água, desligue o fogo, junte as raízes, tampe e deixe descansar de 10 a 15 minutos antes de coar. O Memento, por sua vez, descreve o preparo por decocção (fervendo a raiz na água), com 1 a 3 g da planta.
| Para quê | Quantidade de raiz seca | Como usar (acima de 12 anos) |
|---|---|---|
| Calmante leve | 0,3 a 3 g para 150 mL de água | 1 xícara (150 mL), até 3 vezes ao dia |
| Ajudar a dormir | 0,3 a 3 g para 150 mL de água | 1 xícara de 30 a 60 minutos antes de deitar; se preciso, mais uma no começo da noite |
O Memento fixa o limite de até 4 doses por dia.
Dica
Comece pela menor quantidade da faixa e pese a raiz numa balança de cozinha. Como o efeito é gradual, não aumente a dose por conta própria se não sentir diferença nos primeiros dias.
Contraindicações
- Pessoas com alergia à valeriana ou a componentes do produto.
- Crianças com menos de 12 anos, grávidas e mulheres que amamentam.
A planta pode dar sonolência: não dirija nem opere máquinas durante o uso. Interrompa o uso 15 dias antes de cirurgias.
Os efeitos indesejados relatados são raros e leves: tontura, enjoo, cólicas, dor de cabeça e pupilas dilatadas. Doses muito altas (perto de 20 g de raiz por dia) podem causar cansaço, cólicas, aperto no peito, tontura e tremores, que passam em cerca de um dia. O uso prolongado pode trazer dor de cabeça, cansaço, insônia e alterações no coração; em doses altas por muito tempo, parar de repente pode causar sintomas de abstinência.
Interações
As fontes citam:
- Bebidas alcoólicas: não combine, porque o efeito sedativo pode aumentar.
- Calmantes e remédios para dormir, como benzodiazepínicos e barbitúricos, além de anestésicos e outros remédios que deprimem o sistema nervoso: a valeriana pode somar efeito a eles.
O Memento informa que não foram vistas interações relevantes com remédios processados por algumas enzimas do fígado. Mesmo assim, quem usa remédio de uso contínuo deve falar com o médico ou farmacêutico antes.
Gestantes, lactantes e crianças
As duas fontes contraindicam o uso na gravidez, na amamentação e para menores de 12 anos, por falta de dados de segurança. Em estudos com animais, substâncias isoladas da planta atrasaram a formação dos ossos dos filhotes.
Quando procurar um profissional
- Se os sintomas continuarem ou piorarem depois de duas semanas de uso contínuo.
- Se surgir qualquer efeito indesejado — suspenda o uso.
- Antes de usar, se você toma calmantes, remédios para dormir ou vai passar por cirurgia.
Atenção
As fontes divergem quanto à venda: o Memento classifica o fitoterápico de valeriana como de venda somente sob prescrição médica. Por segurança, converse com um médico antes de começar.
Fonte
- Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 3ª edição, 2026 — monografia Valeriana officinalis L. (FT082-00), páginas 247 a 250 do PDF.
- Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Memento Fitoterápico da Farmacopeia Brasileira, 1ª edição, 2016 — monografia Valeriana officinalis L., páginas 107 a 109.
Texto escrito pela equipe do Rotina Diária a partir dessas publicações, sem copiar trechos.